La historia de la Capoeira tiene entre sus líneas a remarcadas personas que son de obligada mención en este apartado.
Estas personas han influido en la Capoeira de forma palpable, y sin su existencia, tal vez, el rumbo de la Capoeira hoy en día sería muy distinto.

«Omodú olú ojú Babá lorum ojú modê irôn lo wô kurim modê Babá bukun lojô jú mó olowô...»
«El crío abrió los ojos a la tierra Padre del cielo, mira la criatura protege este chico Padre, bendícelo todos los días...»
Nelson Nadotti e Carlos Diegues, Quilombo
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O mestre da resistência
"Zumbi, comandante-guerreiro
Ogum-iê, ferreiro mor, capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai alforria pro meu coração"
(Gilberto Gil/ Walid Salomão,
Zumbi, a felicidade guerreira)
Zumbi dos Palmares. Herói do povo negro. Herói do povo afro-brasileiro.
Nascido em Palmares, coube a Zumbi liderar a gente do quilombo num momento decisivo da luta contra os escravistas, empenhados em sufocar a semente da liberdade que teimava por crescer no solo brasileiro.
A história daquele que seria o Zumbi começa quando Brás da Rocha ataca Palmares, no ano de 1655, levando um recém-nascido, entre os adultos capturados. A criança foi entregue ao chefe da coluna atacante, que por sua vez resolveu fazer um presente ao padre Melo, cura de Porto Calvo. O religioso decidiu chamá-lo Francisco.
A grande batalha do chefe guerreiro Zumbi, zelando dia e noite pela segurança do seu povo e lutando para que não fosse extinto o ideal de se formarem comunidades onde conviviam negros, índios e brancos, começou ao completar quinze anos, em 1670. Nesse ano Francisco fugiu do padre Melo, em busca da liberdade.
Na guerra contra Zumbi e o povo de Palmares o sistema escravista pretendia varrer da memória coletiva até a lembrança da existência de possibilidades reais das populações oprimidas construírem uma alternativa à estrutura social baseada na exploração do trabalho forçado. O combatente que representava os civilizados escravagistas: Domingos Jorge Velho.
Sobre este paulista, encarregado de destruir Palmares, escreveu em 1697 um seu contemporâneo, o Bispo de Pernambuco: "Este homem é um dos maiores selvagens com que tenho topado... tendo sido sua vida, desde que teve razão - se é que teve, de sorte a perdeu tanto que entendo não a achará com facilidade - até o presente, andar pelos matos à caça dos índios, e de índias, estas para o exercício das suas torpezas e aqueles para o granjeio de seus interesses."
Apesar de toda a violência e da selvageria dos prepostos do sistema colonial, não foi possível derrotar o símbolo do heroísmo do povo brasileiro. Após muitos anos de luta os escravistas não conseguiram submeter a alma dos resistentes. Cada guerreiro morto em defesa do direito à liberdade é um exemplo de que só existimos na plenitude quando somos livres. E morrer nessa luta significa dar a vida pela própria vida.
Símbolo da resistência à dominação, Zumbi dos Palmares é referência legada tanto às gerações africanas trazidas ao Brasil quanto aos seus descendentes afro-brasileiros. Mestre na luta pela liberdade, seu vulto se confunde com o caminho para a consciência do povo brasileiro.
"Minha espada espalha o sol da guerra
Rompe mato, varre céus e terra
a felicidade do negro é uma felicidade guerreira
Do maracatu, do maculelê e do moleque bamba
Minha espada espalha o sol da guerra
Meu quilombo incandescendo a serra
Taliqual o leque, o sapateado do mestre-escola de samba
Tombo da ladeira, rabo de arraia, fogo de liamba..."
(Gilberto Gil/Walid Salomão)
Ao retornar a Palmares, Francisco, com seus quinze anos, passou a ser Zumbi. Vale lembrar que o Deus principal de Camarões e do Congo é chamado Nzambi; em Angola denominavam Zambi o que morreu; e no Caribe, Zumbis são mortos-vivos, criaturas que mesmo no além jamais descansam.
Em Palmares foi livremente constituída sua família - pai, irmãos, tias e tios. O principal dentre seus parentes se chamava Ganga Zumba. Mais tarde, aos 23 anos, rejeitou a paz firmada por Ganga Zumba com os escravistas, paz que garantia sua liberdade - pois nascera em Palmares. Antes de completar 25 anos de vida se recusou a desistir de lutar pela liberdade sem adjetivos, concessões ou condições: ficaria em Palmares e combateria até o fim.
Zumbi permanece vivo na lição de resistência. Comandando seus guerreiros, venceu inúmeras batalhas, empregando com talento as técnicas da guerra de guerrilhas. Quando buscou o combate em posição fixa encontrou o fracasso. Perdeu o domínio da Serra da Barriga, onde se estabeleceram - entre disputas e conflitos pessoais - os vencedores: bandeirantes, militares e "homens de bem" de Pernambuco e Alagoas.
Só restou uma alternativa aos negros: retornar à estratégia da guerra do mato. Restavam cerca de mil homens. Os guerreiros foram divididos em dois bandos e foi confiada a chefia de um dos grupos a um companheiro chamado Antônio Soares, que sofreu uma emboscada. Soares foi preso e enviado sob forte escolta para Recife.
Nesse trajeto a escolta se encontrou com uma bandeira, chefiada por André Furtado. Soares foi seqüestrado e por longo tempo sofreu violentas torturas aplicadas por seus captores: queriam que revelasse onde era o esconderijo de Zumbi. Como não obtinha êxito, Furtado mudou de tática: garantia sua vida e liberdade se cooperasse. Deu certo. Soares era da confiança de Zumbi. Foram em sua procura, e quando Zumbi se preparava para abraçar o companheiro, foi surpreendido: Soares cravou-lhe uma faca na barriga.
Nos olhos de Zumbi deve ter surgido então um outro brilho: de tristeza e desencanto. Dos seis guerreiros que o acompanhavam, a fuzilaria que saía do mato ao redor derrubou cinco, de imediato. Zumbi, ferido e sozinho, matou um dos atacantes e feriu outros. Amanhecia o dia 20 de novembro de 1695.
De forma exemplar, Zumbi encarna os horrores do escravismo. E este é, para sempre, um cadáver insepulto, um morto vivo. Sua lembrança sobreviverá aos tempos que nos obrigam a sonhar, à historiografia oficial que insiste em ignorar sua real importância. Permanecerá como símbolo das atrocidades infindáveis do poder ilimitado, arbitrário, prepotente. Ficará, acima de tudo, como exemplo a todos que resistem à opressão e lutam por liberdade e justiça.
"Em cada estalo, em todo estopim, no pó do motim
Em cada intervalo de guerra sem fim
Eu canto, eu canto, eu canto assim
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira..."
(Gilberto Gil/Walid Salomão)
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Debido a las luchas con los holandeses, el destino del gran Quilombo de Palmares aparece ligado a la familia de la princesa Aqualtune. Dos de sus hijos, Ganga Zumba y Gana Zona, se convirtieron en los jefes de los mocambos más importantes del quilombo. Lo más probable es que recibiesen estas jefaturas en herencia. Como en algunas tribus africanas, la sucesión no se hacía de padre a hijo, sino de tío a sobrino, Ganga Zumbay Gana Zona debieron haber sustituído a algún hermano de Aqualtune, del cual no se ha encontrado ningún registro hasta la actualidad.
Pero Aqualtune también tenía hijas y una de ellas, la mayor cuyo nombre era Sabina, le dio un nieto, nacido cuando Palmares se preparaba para un nuevo ataque holandés, descubierto previamente. Por este motivo, los negros cantaban y rezaban a los dioses constantemente, pidiendo que el Sobrino de Ganga Zumba, y por tanto su heredero, creciese fuerte. Para sensibilizar al dios de la guerra, le dieron el nombre de Zumbi.
La criatura creció libre y pasó su infancia al lado de su hermano pequeño, llamado Andalaquituche, entre pescas, cacerías y bromas a lo largo de los caminos ocultos que unían los mocambos entre sí. Cuando creció, Zumbi conocía Palmares como la palma de su mano: sus árboles, sus ríos, sus plantaciones y aldeas.

Los años transcurrían tranquilos para Zumbi, que de la esclavitud sólo conocía las terribles historias que los más ancianos siempre contaban, recordando la oscuridad de las senzalas (habitación donde vivían los esclavos al mando de un señor), la humedad y la muerte de los barcos de negros. Con el paso de los años, Palmares se vuelve cada vez más una potencia.
En la década que comienza en 1670, Palmares vive su apogeo. Más de 50.000 habitantes libres, distribuídos en varios mocambos. Zumbi y Andalaquituche, ya hombres hechos y derechos, dirigían sus propias aldeas. En este tiempo, el crecimiento del quilombo y las nuevas necesidades de defensa, habían transformado Palmares en una federación.
Ganga Zumba, que gobernaba la mayor de las aldeas -Cerra dos Macacos- presidía el consejo de jefes de los mocambos y pasó a ser considerado el Rey de Palmares.
Perseguidos hasta la saciedad, los negros que conseguían llegar a Palmares y eran considerados libres, se volvían guerreros con el tiempo, pues fueron muchos años de luchas sangrientas en defensa del quilombo. Tantas fueron esas luchas, que doce años después, el viejo Ganga Zumba veía su reinado amenazado por una especie de fuerza que Zumbi tenía y ejercía sobre los guerreros, quienes acataban sus órdenes por encima de las del Rey Ganga Zumba. Así, en una noche de fiesta en conmemoración de la victoria de una lucha, Ganga Zumba reunió a todo el pueblo de Palmares para que proclamasen a Zumbi nuevo Rey de Palmares.
Esa misma noche, Ganga Zumba trajo a Zumbi, dividiendo la opinión del pueblo y posicionando la gran mayoría en contra de Zumbi. Ganga Zumba se fugó de Palmares con un gran grupo de guerreros, mujeres y niños, refugiándose en el Vale do Cauca, justo bajo la Serra da Barriga, donde busca fundar un nuevo quilombo. Pero los guerreros que lo acompañaban, comenzaron a desobedecer las órdenes casi suicidas del viejo Ganga Zumba y acabarían traicionándolo.
Le dieron a beber vino envenenado, diciéndole que era un vino especial que habían robado en la villa de Porto Calvo, únicamente para satisfacer al rey.
Con la muerte de Ganga Zumba los guerreros volvieron a Palmares, uniéndose a Zumbi. Fue en este momento cuando tuvo lugar la batalla más cruel de toda la existencia del quilombo, teniendo como resultado la disolución de toda la soberanía de Palmares.
Zumbi fue asesinado el 20 de noviembre de 1695, víctima de la traición de uno de sus hombres de confianza. Después de la caída de Palmares y la muerte de Dandára, la esposa de Zumbi y madre de sus tres hijos, Zumbi se refugió en el bosque, en una pequeña caverna a la vera de un riachuelo. Gravemente herido y sin muchas fuerzas, únicamente tenía la ayuda de una niña llamada Lualua, su traidor llevó a uno de los hombres del ejército de Domingos Jorge Velho hasta el escondrijo de Zumbi. Este hombre era André Furtado de Mendoça y llevó a Zumbi hasta Domingos Jorge Velho que lo mató a sangre fría con dos tiros a quema ropa. Era el final.
La cabeza de Zumbi fue cortada y llevada a la Vila do Recife, como prueba del fin de Palmares y de la rebeldía de los negros, que en todo momento eran amenazados por la gente, diciéndole que iban a hacerles lo mismo que a Zumbi.
Hoy en día, Zumbi es el máximo símbolo de la libertad para los negros de Brasil. Su nombre es el significado más puro de lo que es ser libre y luchar por la libertad propia.
NOTA: biografía obtenida de la página del Grupo de Capoeira Jogo da Vida.
Puede obtener más datos en la wikipedia
Maestro Bimba (Manuel dos Reis Machado, nacido el 23 de noviembre de 1900 en Salvador, Brazil - fallecido el 15 de febrero de 1974, en Goiânia, Brasil) fue un maestro del arte marcial afro-brasileño denominado Capoeira.
El hijo de Luiz Cândido Machado (un batuqueiro famoso del barrio -batuque, «la lucha brava, con caídas, con la cual el sujeto lanzaba al otro al suelo») y María Martinha do Bonfim, Manuel nació en el «bairro do Engenho Velho, freguesia de Brotas», Salvador. Su mote «Bimba» viene de una apuesta entre su madre y la comadrona durante su nacimiento; su madre apostaba a que sería una niña y la comadrona afirmaba que sería un niño. Después del nacimiento, la comadrona dijo... es un niño, mira su «bimba». De esta forma, al perder la apuesta su madre, adquirió el sobrenombre que le acompañaría toda la vida (Bimba es como se conoce en el lenguaje popular de Bahía al pene).
Comenzó a practicar Capoeira Angola cuando tenía 12 años (la misma que enseño durante 10 años), con un africano llamado Bentinho -capitán de la Companía Bahiana de Navegación- en la antigua carretera «das Boiadas» (Bairro da Liberdade como se conocie hoy en día), Salvador.
En esta época la Capoeira aún era bastante perseguida ya que se consideraba que sólo los delincuentes la practicaban y por tanto el sólo hecho de practicar movimientos en público podían causar una multa de hasta 3 meses de arresto. Tiempo después sería conocido como uno de los fundadores y padre legendario de la Capoeira contemporánea. El otro fue el Maestro Pastinha, el padre de la Capoeira Angola.
A los 18 años, Bimba sintió que la Capoeira había perdido toda su eficiencia como arte marcial y como instrumento de resistencia, se había convertido en una actividad folclórica reducida a nueve movimientos. Fue entonces cuando Bimba comenzó a recuperar movimientos de las luchas de Capoeira originales, añadió movimientos de otra lucha africana llamada Batuque -un arte marcial cuerpo a cuerpo muy cruento que aprendió de su padre (de la cual fue campoeón)- así como movimientos creados por sí mismo. Este fue el comienzo del desarrollo de la Capoeira Regional. Bimba evitó en todo momento la pérdida de las tradiciones, ya que como el propio Maestro Bimba le dijo al presidente Getúlio Vargas años después, «la Capoeira es la única lucha verdaderamente nacional».
El nuevo estilo creado por Bimba focaliza su eficiencia en el bloqueo para volverse más competitiva y así poder emplearla con otras modalidades de artes marciales. Elimina de la roda regional la mayor parte de los rituales presentes en la roda de Capoeira Angola. Coloca un ritmo más rápido para darle un carácter más dinámico e implementa factores estrictamente didácticos con el fin de formar alumnos y maestros para que su arte se propague. También se le debe a él que el berimbau sea hoy el máximo símbolo de la práctica de la Capoeira, ya que antes, en las rodas de Angola, también se admitía el uso de la guitarra acústica. Con todo, gracias a su facilidad de confección y uso, el berimbau encontró su lugar en las rodas de Capoeria Regional, siendo a los pocos años preferido también para las rodas de Angola.
En 1928, comenzó un nuevo capítulo en la historia de la Capoeira, así como la manera en que la sociedad brasileña comenzó a mirar a la gente negra (descendientes de africanos, nacidos en Brasil como esclavos) Después de una exhibición en el palacio del Gobernador de Bahía, Juracy Magalhães, el Maestro Bimba triunfó finalmente al convencer a las autoridades del valor cultural de la Capoeira.
La capoeira estuvo prohibida en Brasil hasta que en 1930 el mestre Bimba se presentó frente al Presidente Getulio Vargas. Fue tal el asombro y la demostración del valor cultural que tenía su arte, que se abolió la penalización y el presidente declaró a la Capoeira como deporte nacional brasileño.
En 1932 se consigue la liberación completa de la práctica de la Capoeira, y junto con ella la libertad de todas las otras formas de manifestación de la cultura negra. Ya con la libertad legal, Bimba fue el primer capoeirista en constituir una academia de capoeira, en este año, en «Engenho Velho de Brotas» Salvador, Bahía, y el primero en conseguir registro oficial del gobierno para su academia, llamada Centro de Cultura Física y Lucha Regional (tuvo el cuidado de retirar la palabra «capoeira» de la academia que fundó, ya que aún estaba arraigada la relación capoeira/delincuencia en la sociedad brasileña). La enseñanza de su capoeira fue calificada por la entonces Secretaria de Educación, Salud y Asistencia Pública como enseñanza de educación física.
Sus estudiantes debían de llevar un uniforme limpio y blanco, demostrando el grado de competitibidad de la escuela, mostrando buena posición y otros muchos estándars. Como resultado, doctores, abogados, políticos, la clase media alta y las mujeres (hasta ahora excluídas) comenzaron a unirse a su escuela, obteniendo Bimba un mejor apoyo.
El Maestro Bimba siempre afirmó que la mayor diferencia de la Capoeira Regional era su manera de enseñanza, donde el pasaba al alumno nóvel los movimientos básicos para la práctica de la Capoeira y también inculcaba las nociones de asociación, de autoconfianza, de esquiva, etc. Una vez que el alumno nóvel había aprendido esos movimientos básicos, podría ser aceptado o no por la congregación de los capoeristas gracias al «bautizo» (batismo), donde recibía su primer mote y su primera graduación, un pañuelo azul, representando al alumno formado al que le seguía un pañuelo rojo, para el alumno formado y especializado; el pañuelo amarillo era para los alumnos que pasaban por el curso de armas y, finalmente, el pañuelo blanco, que era designado únicamente para los maestros. Este sistema de graduación también fue una invención de Bimba y formaba parte de su sistema de enseñanza.
Después de la primera graduación, o bautizo, el Mestre Bimba comenzaba con la enseñanza de las técnicas más avanzadas, como el floreo, las secuencias de defensa personal y muchas otras, lo que hacía pensar que el aprendizaje de la Capoeira era infinito, ya que como el mismo decía, los golpes básicos de la Capoeira son 7, y de esos 7 se pueden realizar otros siete más y así consecutivamente, siendo cualquier movimiento del cuerpo aceptado dentro de una roda, siempre que esté regido por el son del berimbau y mantenga el ritmo de la ginga.
En 1936, Bimba desafiaba a luchadores de cualquier estilo de arte marcial para poner a prueba su estilo regional. Tuvo cuatro contiendas, luchó contra Vítor Benedito Lopes, Henrique Bahia, José Custódio dos Santos (Zé I) y Américo Ciência. Bimba ganó todos los combates.
En 1937, obtuvo el certificado para la formación, invitándole después a relizar una exhibición de Capoeira al presidente de Brasil, Getúlio Dorneles Vargas.
En 1942, el Maestro Bimba abrió su segunda escuela en el «Terreiro de Jesus - rua das Laranjeira»; hoy conocida como «rua Francisco Muniz Barreto». La escuela está todavía abierta hoy en día y está supervisada por su estudiante formado «Vermelho». También enseño Capoeira a la armada y en la academia de policía. Fue considerado posteriormente «el padre de la Capoeria moderna».
Nombres importantes de la sociedad brasileña en ese tiempo como el Dr. Joaquim de Araújo Lima (exgobernador de Guaporé), Jaime Tavares, Rui Gouveia, Alberto Barreto, Jaime Machado, Delsimar Cavalvanti, César Sá, Decio Seabra, José Sisnando y otros muchos fueron estudiantes de Bimba.
En 1946 se realizó la primera exhibición pública de Capoeria como una presentación folclórica brasileira, después de que esa primera exhibición fuese económicamente interesante, el Maestro Bimba comenzó a hacerlas con un horario marcado, proponiendo algo antes inimaginable para cualquier jugador de Capoeira: ganar dinero de forma honesta con su arte.
El Maestro Bimba fue minero, carpintero, almacenista, estibador, conductor de un carro de caballos, pero principalmente Capoerista. Si estuviese vivo hoy en día el Maestro Bimba, tendría 107 años y a pesar de haber hecho tanto por la Capoeira, su hijo, el Maestro Formiga, afirma que su padre murió de «tristeza por no ver respetada la Capoeira». El profesor Muniz Sodré, autor del libro «Mestre Bimba - corpo de mandinga» (Maestro Bimba - cuerpo de malicia), muestra que su agonía comenzó al percibir que su trabajo estaba siendo barrido por el régimen de los generales instalado en 1964, es cuando se muda para Goiânia, lugar que le vio fallecer una década después, el 15 de febrero de 1974 en el «Hospital das Clínicas» de Goiânia debido a un ataque al corazón.
Bimba trabajó para recuperar los valores originales de la Capoeira, que fueron empleados por los esclavos negros siglos antes que él. Para Bimba, la Capoeira era una lucha pero el «combate» debía evitarse a toda costa, ya que el creía que era una lucha «cooperativa», donde los jugadores más fuertes eran siempre responsables de los jugadores más débiles y le ayudaban a dar lo mejor de sí mismos con sus propias técnicas de lucha.
El Maestro Bimba luchó toda su vida por lo que el creía que era lo mejor para la Capoeira y su éxito. Después de su muerte en 1974 uno de sus hijos, el Maestro Nenel (Manoel Nascimento Machado), a la edad de 14 años, tomó el control de la academia de Capoeira de su padre. El Maestro Nenel es todavía el responsable del notable legado histórico y cultural que su padre le dejó y es el presidente del colegio de Capoeira «Filhos de Bimba».
Por este motivo, el Maestro Bimba es hoy el maestro más reconocido entre todos, en 1996 recibió el tardío título de Doctor Honoris Causa concedido por el cuerpo universitario de Bahía. Su nombre es conocido en el mundo entero, ya que es la primera cosa que cualquier alumno nóvel aprende, en cualquier lugar del mundo donde se enseñe Capoeira Regional.
Bimba creía fuertemente en que la Capoeira tenía un valor extraordinario como arte marcial de auto defensa, de ahí sus esfuerzos para desarrollar sus enseñanzas de una manera metódica y estructurada.
Bimba desarrolló el método de enseñanza de la Capoeira con mandamientos, principios y tradiciones, que todavía forman parte de la Capoeira Regional a día de hoy. Algunos de sus mandamientos son:

Bimba tambén estableció sus principios de Capoeira que fundamientaban su método de enseñanza:
Consecuentemente, Bimba creó varias tradiciones y rituales para apoyar su metodología:
Los aspectos que todavía hacen la Capoeira Regional tan peculiar y sobresaliente es su método:
En preparación...
