Vagabundo eu confesso
Sou vagabundo, eu confesso, da turma de setenta e um
Já rodei o mundo e nunca pude encontrar
Lugar melhor pra um vagabundo que o rio à beira-mar
Odoiá, odofiaba, salve minha mãe Iemanjá
Que foi que me deram pra levar
Pra dona Janaína que é sereia do mar
Pente de ossos, laços e fitas
Pra dona Janaína que é moça bonita
que é moça bonita
Café na cama, eu gosto com suco de laranja,
mamão, e um fino em cima da mesa
Amanhã quando você, quando você for trabalhar
Tome cuidado, que é pra não me acordar
Eu durmo tarde, a noite é minha companheira
Salve o amor, salve a amizade
A malandragem, a capoeira.
A capoeira.
